CAPÍTULO 256 - ALIANÇA

~Seu POV~

Eles vieram até Jason e eu. Fiquei encostada na parede enquanto assistia toda cena chorando, mas ah, se foi maravilhoso ver esse homem apanhando, foi! Cody ficou por trás segurando os seus braços enquanto Math deu tantos socos seguidos na fuça dele que Jason até ficou tonto. Ele não desmaiou mas o sangue escorria e enchia toda sua boca.
Enquanto isso eu liguei em desespero pra polícia e fui chamar a diretora. 

- FILHO DA PUTA, VAI MEXER COM A MINHA IRMÃ DE NOVO?! -Math perguntava a cada joelhada ou soco que dava no saco dele. Por mim, eu arrancava.

Era bom mesmo que não desmaiasse, assim sentia mais dor, quando ele aparentava estar bem fraco Cody o jogou contra a parede e ele bateu de costas, fez um barulho muito desesperador e ele caiu sentado no chão tentando respirar com a mão no estômago.

(...) Voltei pra casa com os dois que antes passaram no banheiro pra se limpar de qualquer resto de Jason que estivesse ainda neles.

- Eu amo muito vocês. -eu disse no carro enquanto Math dirigia.

- Se você não tivesse gritado, o Cody não teria reparado mas quando a gente tava lá fora te esperando e viu que todo mundo tinha saído e ele fechou a porta... -Math respondeu.

- Tomara que pegue prisão perpétua. E tomara que ninguém saiba disso. -eu disse. 

Chegamos em casa e eu subi pro meu quarto com o Cody. Tomei banho pra me limpar daquele nojento, o que não sai da minha mente é a cara dele. Se fosse em qualquer outra ocasião Cody teria insistido pra tomar banho comigo mas dessa vez eu nem falei nada e ele respeitou. Sai do banheiro e ele estava deitado na cama. Liguei o ar condicionado e deitei bem aconchegada pertinho dele em baixo do cobertor.

- Tá tudo bem? -ele perguntou.

- Tá. 

- Não mente.

- Se você sabe, por que pergunta?

- Cody, eu não gosto dele. -afundei o rosto no seu peito.

- Eu também não. -ele fez carinho no meu cabelo- Mas agora ele não vai nem mais olhar pra você, amor.

- Então por que toda vez que eu fecho os olhos ele tá lá olhando pra mim?

- Isso é coisa da sua cabeça, não precisa ficar assim, eu tô aqui e você tem que saber que de verdade ele tá longe.

- Graças a Deus que vocês entraram. Eu tenho muito nojo dele.

- O que ele fez?

- Começou a passar a mão em mim e na minha bunda. 

- Odeio ele. -Cody sussurrou entre dentes.

- Eu quero esquecer isso.

- Dorme.

- Eu não tô com sono. -olhei pra ele que retribuiu com um olhar de "você só complica as coisas".

- Quer sair? 

- Quero.

- Pra onde? -ele perguntou. 

- Mas é você que tá chamando, criatura. -respondi- Já sei! Vamos pra joalheria esquecer tudo isso.

- Olha pra minha cara de quem tem dinheiro pra comprar jóia. 

- É pra comprar a nossa aliança, duhh. 

- Eu não acredito que você vai comprar. -ele reclamou. 

- Sabe o que eu acho? -fiz uma pausa- Que você é muito machista, qual o problema de eu comprar?

- Tá, não falo mais nada. -ele se rendeu.

- Eu só vou me trocar. -disse levantando. Já eram 5 horas da tarde. 

Levantei, fui pro closet achar uma roupa e me vesti:
Sai e Cody me olhou dando uma risadinha. 

- Que foi?

- Tá bonitinha, você parece uma coisinha, dá vontade de por num potinho. -ele respondeu. 

- E você parece uma bixinha falando tudo no diminutivo. 

- Provoca bastante! -ele me puxou, cai em cima dele e ele me beijou. 

- Ai, me solta! Vai amassar minha roupa.

- Ai, me solta! Vai amassar minha roupa. -ele disse fazendo uma voz fina. Ignorei.

- Vai ir de uniforme? -perguntei.

- Não. -ele respondeu.

Fomos até a casa dele, ele tomou banho e se trocou. Que maravilha, eu me arrumo toda e ele coloca um vans, calça jeans e regata branca.
Descemos e fomos no carro dele. Cody é cheio das frescuras, chegou lá e não quis olhar o preço de nada.

- E essa? -perguntei apontando pra uma na prateleira.

- Não era igual as outras cinco que você me mostrou?

- Eram todas diferentes! Vou escolher sozinha desse jeito!

- Por mim tudo bem, gata. -ele disse sem paciência, quando ele fala "gata" é porque tá sem paciência. Aliás, eu não conheço ele com paciência.

Escolhi a mais bonita que encontrei e mandei gravar nossos nomes e o dia em que voltamos por dentro. Ele ia me xingar se visse o preço, quase que uma mesada de um mês, cinquenta mil.

~POV LUCAS BENTLER~

Desde aquele dia não falo com a Abby, eu fico no meu canto e ela no dela. Ah, mas se eu fosse um Simpson da vida descia a mão nessa menina! Qual é, num dia vem falar que quer ficar comigo e no outro aparece se esfregando no Cody?
Estava deitado na cama tentando dormir e de repente escuto ela entrar no quarto e me chamar baixinho.

- Lucas, posso conversar com você?

- Tô ouvindo. -olhei pra ela que sentou na cama.

- Mil desculpas.

- Tá bom.

- Eu tô falando sério, me perdoa. Só agora eu entendi que eu não posso fazer as mesmas coisas que antes porque agora...eu vou ter um filho e tenho que aprender a ter responsabilidade. Quando eu disse que tinha pensado sobre nós dois, pode ter certeza que não é só por causa do nosso filho, eu acabei gostando de você e se você quiser eu não vejo o Cody nunca mais e eu só quero te perguntar uma coisa.

- O que?

- A (SeuNome) tava aqui. Por que você chamou?

- Estava. -assumi meu erro também.

- Desculpa. -ela repetiu.

- Desculpa também. -eu disse abrindo os braços e ela deitou ao meu lado.

- Ontem eu fui no médico e eu tô de 3 meses.

- Já dá pra saber se é menino?

- Não, porque não vai ser menino, vai ser menina. -Abby respondeu.

- Menina é muito mais difícil de cuidar.

- É mesmo? E quantos filhos você já teve pra saber disso?

- Nem te conto. -disse zoando e ela me bateu. Comecei a rir.

- É brincadeira! -a abracei e enchi seu rosto de beijos e depois ela me deu um beijo de língua demorado. Quando foi que isso deve ter acontecido? Acho que só no dia em que engravidei ela e nós dois estávamos drogados.

~POV RUBY GREEN~


Acabei de voltar da casa do Josh, mas vi que deixei meu celular então voltei. Elijah abriu a porta, só estavam eles dois. Subi para o quarto dele que estava dormindo.
Caminhei até a cômoda em frente a janela e peguei. Senti ele me abraçando por trás. 

- Por que voltou?

- Esqueci meu celular, já tô indo embora. -respondi.

- Eu hein, calma!

- Me solta, eu já disse que tô indo.

- Já que tá aqui, fica mais um pouco. 

- Eu não quero, Joshua. Não ouviu?

- Você tá pensando que é quem? -me virou fazendo olhar pra ele.

- Ruby Clare Green. -fiz uma pausa- Ah, quero te falar outra coisa.

- Quem não quer ouvir sou eu. -ele disse sentando na cama novamente e me fitou.

- Então tá, depois você dá um jeito nessa aliança que eu vou deixar aqui. -tirei a aliança que temos há bastante tempo e pousei na cômoda- Passar bem, senhor Winnington. -disse saindo, ele me puxou pelo braço, mais um pouco e eu teria um ombro deslocado.

- Lembra que eu falei que só acaba quando eu quiser? -ele disse quase gritando.

- Lembra que eu não ligo? Me solta! Você tá comigo por que? Pra me destruir, acabar comigo, SÓ pra isso.

- Quem disse?

- As meninas disseram. -fiz uma pausa e ele me olhou- E eu acreditei porque elas viram que eu tava mudando.

- Tava melhorando. Volta lá e se entope de comida. -ele me largou.

- Volta lá é se entope de álcool.

- Pode deixar.

- E como você vive dizendo, melhores que eu, né?

- Com certeza, como sempre te disse. 

- Assim como tem melhores do que eu, tem muitos melhores que você.

- Tenta.

- Eu vou te ignorar.

- Vai lá. -ele riu e sentou na cama.

Depois que fechei a porta comecei a chorar, eu o amo tanto, mas com tanta traição, tanta coisa errada, tão cansada de ser tratada como lixo não dava pra ficar. Fui embora e fiquei até de noite trancada no quarto.

~SEU POV~

Cody voltou para casa dele para jantar, aproveitei que estava sozinha e liguei pro Joel.

- Alô?

- Oi, Joel. Tá ocupado? 


- Agora você sabe que sempre.

- Pois é. Mas aonde você tá?

- Em casa. Quer dizer, a outra casa. Podemos conversar aqui?

- Não sei se é uma boa ideia. Acho que ninguém aí gosta de mim?

- Ah, gata, mas quem manda em tudo?

- Tá se achando agora. -eu ri- Fica aonde?

Ele me disse e ficava em um fim de mundo, não por ser longe, por ser escondido. Espertos.

- Tá bom. Eu vou me arrumar e vou demorar mais ou menos...

- Muito. -ele me interrompeu.

- É, muito. -concordei e ouvi um grito de mulher do outro lado da linha. Parecia um grito de dor- Quem é? Só não tem uma mulher com vocês? O que estão fazendo com ela?

- Não se preocupa, ela tá bem.

- Ok. -desliguei. 

Eu só vou ir porque tô curiosa pra saber como é tudo. Tomei banho e me vesti:

Deixei o cabelo solto e desci até a cozinha. Peguei uma maçã e fui até a garagem, não tenho essas frescuras de ficarem tirando o carro pra mim e muito menos andar com motorista. 
Fui o caminho todo saboreando minha maçã e ouvindo música. 
Quando cheguei parecia uma casa normal, ninguém desconfiaria de nada, não há casas nem comércio perto, só árvores. A mansão era branca com alguns seguranças na frente, me deixaram entrar, sabiam o meu nome e tudo maia, estranhei mas tudo bem.

Por fim eu entrei e aquela mulher estava jogada no sofá branco enorme com alguns dos homens e outras apenas de roupa íntima. É, acho que não era ela que estava gritando de desespero. 

- Joel, tá medindo idiotice com o Mike? -perguntou um deles ao me ver.

- Tá pedindo mais tiros do que ele? -Joel respondeu rindo.

- Me chupa, era brincadeira. -o homem disse. Por quanto tempo vou ter que ficar aqui aguentando cheiro de charuto e cigarro?

Joel me cumprimentou e fomos para um quarto. Grande também, muito grande. 

- O Cody te odeia. E você é bem trouxa, não tem como sair do meio de tudo isso? E se sua família descobre?

- JÁ DISSE PRA NÃO FALAR DELES! -ele gritou. 

- Desculpa.

- Desculpa gritar com você. 

- Tudo bem. E se você conhece assim como eu, sabemos que ele vai contar mais cedo ou mais tarde.

- Problema é dele, se ele ameaçar abrir o bico, eu ameaço ele de uma forma que talvez faça ele calar a boca.

- Não! Você não vai fazer isso.

- Se precisar... -ele fez uma pausa- Admita que só estamos tendo essa conversa pra você tentar proteger ele.

- É. 

- Então convence ele a fingir que não sabe de nada, -no meio da frase dele ouvi o mesmo grito de antes- se bem que ele não sabe nem a metade, nem você. 

- É, eu tô vendo. O que foi isso?

- Isso o que?

- Você ouviu que eu sei. Algum refém? Alguém que vocês sequestraram?

- Não. 

- Não mente pra mim, olha a sua cara! 

- Você quer mesmo saber?

Meu coração acelerou mas eu acho que um dia isso tudo vai servir pra alguma coisa.

- Sim.

- Você não só vai saber, você vai ver. -ele disse saindo do quarto e disse para mim acompanhar. Descemos alguns lances de escada e chegamos ao que eu definiria como o porão. Era um lugar bem grande, bem sujo, bem...bem preto, um clima pesado.
Vi umas mulheres bem bonitas, por sinal amarradas não era nem com cordas, mas sim com correntes em cadeiras apenas de lingerie, não sei quantas eram.

- Joel, o que é isso? -perguntei assustada.

- Vadias. 

- Me explica.

- Igual aquelas que você viu lá em cima. Algumas já passaram por aqui, se elas resistem a não fazer o que queremos...

- Vocês torturam? -perguntei. Eu não tinha palavras, era mais que horrível. 

- Exatamente. -ele riu. 

- Não é engraçado. 

- É divertido. -ele respondeu olhando para os homens que as maltratavam. 

- Então era verdade aquilo que o Cody me falou sobre o Mike me trair com vadias que ele disse ter aqui nessa casa?

- É. Mas espera, como é que ele sabe?

- Eu também não faço a mínima ideia.

Comecei a me incomodar com o ambiente. As "futuras vadias" choravam e gritavam de dor e o pior é que não podiam fazer isso senão tudo piorava para o lado delas. Quando um homem falava a outro "tira a roupa dela" a mulher entrava em estado de choque. Tinha uma lá que estava quase que com o rosto completamente deformado e com maior área de ferimentos sobre o corpo.
Ela gritava desesperadamente e agora todos os homens estavam em volta dela.

- Joel, tira pelo menos ela daqui. -eu disse já inquieta. Ele assentiu com a cabeça. 

- Mata! -disse Joel cruzando os braços e ouvi o mesmo barulho que escutei no dia em que tomei um tiro. Os homens se afastaram e a vi com a cabeça baixa e o cabelo sobre o rosto.

- Qual a próxima? -um homem alto, forte, negro e coberto de tatuagens nos braços musculosos perguntou. 

- Faça a pergunta à elas e veremos. -disse Joel.

Foi perguntado se elas fariam o que eles mandassem, todas concordaram depois de assistirem apavoradas a morte da companheira, apenas uma estava resistindo ainda. Os homens a rodearam.

- Espera! Espera! Espera! -protestou Joel- Eu cuido dela. -ele disse se aproximando dela, os outros homens se afastaram- Escuta... -ele inclinou-se ficando cara à cara com ela- só porque hoje eu tô com paciência- e o resto não pude ouvir, ele conversava com ela aos sussurros. 

Ela pareceu se acalmar e por fim a vi balançando a cabeça positivamente.

- Limpem todo esse sangue, -começou Joel- as soltem, levem lá pra cima e façam bom proveito junto com os outros. Mas acordem cedo amanhã, porque eu não vou ir pra escola pra impedir que vocês façam merda outra vez. -ele disse subindo as escadas do porão e eu o segui, ele fechou a porta.

- Onde é que você vai amanhã? -perguntei.

- Não posso te contar.

- Ótimo. -eu disse ficando brava mas logo pensei que querendo saber demais das coisas traumatizei, então melhor deixar quieto- Eu vou voltar pra casa, já foi demais pra mim.

- A culpa não foi minha. 

- Eu sei, tudo bem. Até amanhã. -o abracei- Ou não, né.

- Amanhã de tarde. Não posso sumir muito pra não desconfiarem.

- Entendi, então eu falo que... -eu disse desfazendo o abraço, acabei deslizando as mãos perto de seu quadril e senti a arma no mesmo lugar em que Mike colocava. Fiquei sem reação e tirei a mão de lá, e ele tirou as suas de meus braços. 


- Fala que eu tava passando mal.

- Pode deixar. -respondi e ele sorriu- E ah, eu não sei o que você vai fazer, mas toma cuidado, tá? 

- Tá. -ele fechou um pouco o sorriso. 

Fui caminhando até a saída e Joel veio me seguindo.

- Tchau, Barbie. -a mulher que fazia parte de roda facção, máfia, sei lá me disse. 

Não respondi.

- Ela pensa que é quem pra não responder? -ela ainda perguntou.

- Alguém melhor do que você. -Joel respondeu. 

Bem feito, queridinha. 

Fui embora meio desorientada. Não conseguia esquecer cada tapa, cada golpe de canivete ou até mesmo com a arma que aquelas mulheres estavam sofrendo.
Vim dirigindo pela estrada escura e já havia começado a esfriar. Parei no farol e ouvi um grito. Dei um pulo e dei uma olhada por todo carro. Deve ser coisa da minha cabeça de lembrar daquelas mulheres gritando.
Cheguei em casa destruída, mudei de roupa e tudo mais, deitei e meu celular começou a vibrar, era Cody.

- Oi? -eu disse. 

- Oi, amor, te acordei?

- Não, deitei agora.

- Ah tá, eu tô voltando agora pra casa, tá? 

- Onde é que você tava? 

- Eu sai com os meninos.

- Pra onde?

- Fomos pra uma boate pequena aqui perto.

- Ah tá, e aí? 

- Foi legal, é que o Josh e a Ruby terminaram e ele tá mal. Quando tava com ela nem ligava mas agora...

- Entendi. Você não bebeu muito, não, né?

- Não, se não nem estaria te ligando. 

- Verdade. -ri de leve.

- Ainda tô em mim.

- Então tudo bem, boa noite, eu tô muito cansada.

- Boa noite, até amanhã, vê se coloca um despertador pra chegar na hora certa na aula.

- Pode deixar. -eu ri e desliguei. 

Quase que não dormi por conta das cenas que eu vi hoje, a única coisa boa foi que Jason foi preso.

O pior foi ver como Joel se divertia e falou "mata" como se fosse a coisa mais normal do mundo, não vou nem perguntar onde é que arrumaram aquelas mulheres, que horror.

No outro dia acordei, vesti o uniforme e desci pra tomar café. Só Math estava na mesa, e estava com uma cara...

- Tava na bebedeira ontem, né! -o empurrei pelo ombro. 

- Sempre. Bom dia. -ele me puxou e me deu um beijo na bochecha. 

Peguei uma carona com ele hoje só pra ir dormindo. 
Acredita que pisei o pé na escola e aquela criatura que atende pelo nome de Blair Naomi Fukuyama já quis arrumar treta comigo? Estava andando com Math meio dormindo do meu lado e ela esbarrou no meu ombro de propósito. 

- Desculpa, fofa, foi sem querer. -ela disse sorrindo.

- Ah, relaxa! Hoje eu tô tão feliz que estou ignorando as pessoas que não fazem diferença na minha vida. -dei o mesmo sorriso falso.

Ela fechou a cara e saiu. Cheguei perto dos meus amigos  com meu irmão. 

- Que sorriso é esse? -perguntou Josh sem reação nenhuma. 

- Sorriso de "acabei com a vadia". E vocês, como estão? -perguntei. 

- Mal. -Cambo respondeu.

- De ressaca. -disse Jake. 

- E cadê a Ruby? -perguntou Math.

- Não faço nem ideia, o celular dela tá desligado. -disse Alli. 

- E alguém sabe do Joel? -perguntou Josh.

- Ele disse que tava passando mal. -respondi conforme o combinado.


- Ah tá. -disse Cody me olhando com aquela cara de "como você sabe?".

- É-é que...eu liguei pra ele ontem à noite. -eu disse. 

- Como? -Cody perguntou.

- Quer dizer, ele me ligou!

- Piorou! -disse Cody olhando para trás de mim. Olhei e era Blair encarando.


- Vamos conversar, eu posso explicar. -eu disse o puxando e o encostei nos armários. Dei aquela olhada de lado para ela e o beijei.

- Você não presta. -ele sorriu.

- Eu acho que ela gosta de você mesmo, não quer só ficar.

- Eu não vou ficar com ela!

- Eu sei disso! -dei um tapa nele e ele riu- Idiota.

O sinal tocou e entramos todos na sala. Uma professora velha, bem gordona e com umas roupas feias entrou. Ok, quem é ela?

- Se vocês acharem que há algo de bom no dia de hoje podem me dizer "bom dia", caso contrário calem a boca o resto da aula. Sou a nova professora de literatura, doa a quem doer.

- Tá doendo meus olhos só de olhar pra você, meu bem. -disse Math zoando e todos nós (Cody, eu, Alli, Jake, Josh e Cambo) rimos.

- Como disse? -ela se aproximou de nós. 

Math fechou o sorriso e a olhou.

- Piada interna. -ele respondeu.

- Já me falaram sobre vocês que sentam no fundo. -ela fungou. Que nojo, se não fosse na frente de todo mundo, do jeito que meu irmão é, teria vomitado- Então você, Matthew, vai sentar ali na frente. -ela disse apontando para uma fileira na parede, na frente.

- Como você sabe o meu nome? -ele perguntou segurando a risada.

- Não, eu não leio revista porque tenho mais o que fazer. Matthew (SeuSobrenome), número 25. -ela disse e ele já foi juntando as coisas colocando na mochila.

- Tenha medo. -comentou Cody. 
- Você também, Simpson. -ela disse e ele ficou quieto. Eu queria muito rir, Cambo então nem se fala. Alli já estava vermelha de tanto segurar a risada.

- Por falar nisso, -Math virou já em pé e com a mochila nas costas só em um ombro- você é quem mesmo?

- Senhora Clilford pra você. Agora ande logo e dê tchau para os seus amiguinhos. -a professora disse.

- Tchau, amiguinhos. -ele ainda acenou, essa mulher vai pirar com ele.

- Tchau, lindo. -disse Cody.

- Para, a mulher vai te por pra fora! -eu cutuquei ele.

- E ele vai sair com compania. -Mrs Clilford virou e disse para mim, que folgada. 

As aulas passaram até que rápido hoje, só deu tempo de rabiscar duas folhas de caderno. Voltei pra casa com Cody e o resto foi embora sozinho. 

~POV ALLI SIMPSON~

Desde a quinta aula eu estava com cólica, e que beleza, eu vim com Cody mas ele voltou com a (SeuApelido). Fui caminhando lentamente pelo corredor quase vazio e de repente Math sai da sala da diretora. Até aí, normal mas ele veio falar comigo. Ah, não! 

- O que você quer? -perguntei. 

- Não vem com grosseria, não, porque quem tá nesse direito sou eu e mesmo assim tô falando numa boa.

- Tá, desculpa. -paramos um de frente para o outro.

- Tá tudo bem?

- Não. 

- O que você tem?

- Cólica.

- Quer que eu te leve? 

- Sim. -respondi seca.

- Eu sei que você não quer, mas eu vou te levar. 

- Meninos deveriam sentir alguma dor tipo cólica. -comecei a andar devagar.

- Chute no saco.

- Mas não é sempre que te chutam.

- Quer que eu te carregue?

- Não inventa.

- Tá bom, então. -ele começou a andar mais rápido, em sua velocidade normal.

- Volta aqui! -eu disse.

Fomos até o carro dele. Math abriu a porta pra mim e eu entrei. Paramos no farol, abri minha mochila e tirei de dentro aquele anel que ele havia jogado na minha cama aquele dia.

- Toma. Eu não posso ficar com isso. -eu disse.

- Pode ficar.

- Não! Dá pra outra menina.

- Não quero dar pra ninguém, comprei pra você. 

- Vai logo. Você tem mil outras que você pode dar.

- Mas eu dei pra qual eu amo, não pra outras e fim de papo. -ele disse ligando o rádio. Que ótimo, estava tocando "Notice Me". Fui mudar e nossas mãos acabaram se encontrando.

Puxei a minha rápido e joguei a caixinha no meio das pernas dele.

- Alli! 

- Que é?!

- Lembra que a gente disse que se minha irmã e o Cody voltassem, a gente voltaria também? 

- Eles vivem separando e voltando. -respondi. 

- É porque eles não aguentam ficar longe um do outro. -ele fez uma pausa- E você também não suporta ficar sem mim que eu sei.

- E como você sabe? -perguntei. 

- Porque eu também não suporto. 

Não respondi, o que eu responderia?

- Você não acredita, né? Igual quando alguém que não sei quem foi te disse que eu tava ré traindo. Mas quando eu tô com você, eu não penso em outras e se eu fico com um monte enquanto estamos separados é pra tentar te esquecer e agora chega, não vou mais falar gayzisse. 

- Tá bom.

- É só isso? -ele perguntou- Então se eu abrir a caixa do anel e começar tudo de novo, você aceita?

- Não. -respondi- Por um motivo.

- Qual?

- O farol já abriu e tem gente buzinando faz uns 2 minutos.

- Sério? 

- Aham. -eu ri.

- Tô nem aí. -ele disse e pegou a caixinha, vê se dessa vez não seja idiota, Alli- Da última vez eu tava te perguntando se... -ele pareceu travar com as palavras quando abriu e eu vi aquele anel maravilhoso. Rico tem um bom gosto que só.

- Se?

- Você quer namorar comigo? 
Agora fui eu quem travei. Ele pareceu ficar nervoso e esperar um "NÃO" pior do que da outra vez. Math abriu um sorriso forçado fechando os olhos muito fofo, olhei pra cara dele e para uma de suas mãos com tatuagens até os dedos, meus pais vão arrancar meus cabelos.

- Sim! -respondi na maior felicidade.

- Então você não vai tirar esse anel do seu dedinho até eu te dar um melhor que esse. -ele disse colocando no meu anelar da mão direita.

- Melhor que esse?!

- Aliança de namoro.

- Ah tá. -me inclinei e o abracei. 

- Você tá me zoando ou não vou ouvir nem um "eu te amo" mesmo?

- Eu te amo muito muito muito muito!

- Eu também. -ele apertou o abraço.

- Agora pisa aí no acelerador porque senão o guincho vai vir e nos pegar com a gente aqui dentro mesmo. -eu ri e ele me soltou. Ele realmente fiz o que eu pedi- EU TAVA BRINCANDO!

- Você sabe que eu dirijo assim, ainda pede!

- Você é doido.

- Vamos chamar o povo pra apostar hoje?

- Math, hoje é quinta, amanhã tem aula.

- E daí?


- Dirige logo e fica quieto.

~Seu POV~

Cheguei em casa com Cody, Jake, Josh e Cambo. Jake mandou uma mensagem e Joel apareceu rapidinho. De repente a porta abriu e eu vi Math e Alli...

- De mãos dadas?! -meu queixo caiu.

- Sim! -Alli respondeu.

- Eu pedi ela em namoro de novo.

- E eu aceitei. -ela disse levantando a mão com um anel muito bonito.

- A CÓLICA É MUITO LEGAL! -Math disse.

- Não sabe o que fala. -respondi.

- Se ela não estivesse com ela, não teria dado carona e tudo mais pra Alli. -disse Math.


- Aw, parabéns. -eu disse.

Eles sentaram e a campainha tocou. Levantei e fui atender.

- Boa tarde, somos policiais da delegacia principal de Los Angeles. -disse um deles mostrando o distintivo. Ao todo eram cinco.

- Quem vocês estão procurando? -perguntei.

- Você. 

- Por que?

- Sabemos que além de ser vítima de um crime, você presenciou um.

- Como assim?! -perguntei.

- Foram feitas investigações e foi provado que o Mike Bentler não se matou. Haviam 3 tiros em suas costas, uma pessoa não consegue atirar em si mesmo por trás, no primeiro ele já teria morrido. 

Engoli seco. 

- E vocês querem que eu faça o que?

- Queremos você diga quem foi que o matou. -disse o policial.

Olhei para trás disfarçadamente fingindo coçar a nuca e vi Joel me olhando sentado no sofá coçando o pescoço, não sei se aquilo era um sinal pra eu não falar nada...

CONTINUA? GENTE, MIL DESCULPAS, NOS OUTROS CAPÍTULOS ME PEDIRAM PARA INDICAR UMA FANFIC/IMAGINE E PASSAR O MEU TWITTER MAS EU ESQUECI. AS ÚNICAS QUE EU LEIO SÃO AS DESSE BLOG AQUI > imagine-and-imagine.blogspot.com E MEU USER É @codybundudo OU @shinecody. BEIJÃO, AMO VOCÊS!
Tuesday, 25 November 2014 @ postado Tuesday, November 25, 2014