Capítulo 249 - TRATO
{...} Depois disso todos os olhares se direcionaram a Joel.

- Tô falando, (SeuApelido), seu namorado te esconde cada coisa. -disse um dos homens.

- Pra você é (SeuNome). -respondi- E tô vendo que quem me esconde as coisas também é uma das pessoas que eu considerava como único amigo verdadeiro!

- (SeuApelido), você tem que entender que eu não podia contar uma coisa dessas. Me desculpa. -disse Joel e depois tossiu colocando as mãos nos joelhos e se curvando. Cuspiu um pouco de sangue e saliva no chão. 

- O que aconteceu com ele? -sussurrei para Mike mas não obtive resposta.

- Depois eu explico tudo, eu prometo. -disse Joel.

Eu estava completamente confusa. Mike me deixou aqui com a mulher gostosa e alguns cigarros. Sentamos no chão encostadas na parede.

- Pra onde eles foram? -perguntei. 

- Quer? -ela me ofereceu um cigarro.

- Não. -respondi.

- Ah, é, tu acabou de sair da reabilitação. 

- Não precisava me lembrar.

- Foi mal. Eles foram assaltar uma...não importa.

- Não mesmo, só queria saber. -fiz uma pausa- Por que o Joel tava daquele jeito?

- Mike deu um pau nele. -ela disse e tragou.

- Como? -perguntei. Ela soltou a fumaça e respondeu:

- Foi o que você ouviu. -ela olhou pra mim.

- E por que? O Mike não tem cara de que...

- Só pra você, menina. Só perto de você. Na verdade ele é frio, calculista, egoísta e outras coisas. Você deve ter algum problema, algo que puxa ele pro lado do bem. Você consegue mandar nele! Tu não tem noção do quanto isso é impossível. 

- Eu nunca acreditei quando me falavam isso, mas vindo de você, alguém que "trabalha com ele"...

- É, e fazem cinco anos. Ele gosta de você, no meio disso tudo o pior de todos se apaixonou por VOCÊ. 

- O que tem eu? Por que falou desse jeito?

- Você é o problema. Sua mãe tá na lista das mulheres mais bem sucedidas do mundo, a fortuna da sua família é avaliada em BIlhões de dólares, seu pai é um puta empresário rico e você é filha deles, precisa de mais?

- Essa da lista eu não sabia, eu não ligo muito pro meu pai e eu não me importo nem um pouco com esse dinheiro.

- Não? Se eu fosse te roubar agora, o que acha que eu pegaria?

- Meu celular?

- Te deixaria pelada.

- Como? -franzi a testa.

- Roubaria suas roupas, considerando que você comprou esse celular aqui, as roupas valem o quíntuplo.

- Ah. Vocês parecem que sabem quanto custa cada coisa. Eu lembro dos carros...

- Dois deles ainda existem, o Mike só quis brincar com você, foi um momento de raiva. Me fala, menina, você gosta dele?


- Gosto. -respondi depois de pensar duas vezes. Não que eu GOSTE, mas não que eu não goste. 

- Você é doida de mentir pra ele.

- Ah, eu sei lá! 

- Depois de ter colocado o cara na cadeia, ele ainda te perdoou, é, se você der outra mancada talvez ele perdoe, ele baba por você. 

- Ele sempre me perdoou. 

- Sim, mas sei lá, na real eu ainda acredito que ele tá planejando algo pra você, e não é algo bom.

- Você sabe de alguma coisa?

- Não, ninguém sabe, quando se trata de você, ele sempre fecha a boca, quer dizer, a gente já tinha suspeitas de que era com você que ele tava ficando. 

- Por um lado eu sinto que é errado mas...

- Eu te entendo, senti isso quando comecei a fazer as coisas com ele.

- Coisas? Que coisas? -ergui a sobrancelha virando para ela.

- Calma. -ela riu. Mano, até a risada dela era sexy, eu confesso, como não ter ciúmes dela perto dele?!

Esperei a resposta sem retribuir a risada.

- Nós somos primos.

- Você não sabe o quanto eu fico aliviada em ouvir isso. -eu ri.

- Esqueci que nem respondi a sua pergunta. Mike arrebentou o seu amiguinho lá por causa de uma foto que ele tinha no celular.

- Essa aqui? -eu disse pegando o celular e mostrando a foto daquele dia na balada.

- Sim. Ele ficou puto, só não matou o Joel porque queria deixar pra bater mais um pouco depois. 

- E ninguém defendeu? -perguntei.

- Não. A gente aceita tudo, menos traição, temos confiança um no outro.

- Essa foto foi acidental. Eu vou matar o Mike! -gritei a última frase.

- Só cuidado pra ele não te matar primeiro. -ela riu.

- Ele não vai.

- É, eu sei que não.  

- Só tem você de mulher no meio deles?

- Sim, você deve estar pensando que sou a vadia deles. 

Fiquei olhando pra ela por alguns segundos sem demonstrar nenhuma expressão, ela virou e me olhou.

- É, eu sou.

- Entendi.

- Pode julgar.

- Eu? Quem sou eu pra te julgar? Relaxa, não dá nada.

- Você é bilionária de forma justa, só isso. -ela riu e acendeu outro cigarro.

- Como é que você e ele fumam tanto e continuam bonitos?

- É uma questão de resistência, eu acho. Sistema imunológico mais forte, sei lá. Sabe o cara mais alto que te sequestrou uma vez?

- Sei.

- Quantos anos você acha que ele tem?

- Uns 45.

- Ele tem 23, ele é fraco.

- Só com o cigarro?!

- Só. Só o cigarro normal mesmo, se ele usasse mais droga, ia parecer 70.

- Mano...

- Você deve estar pensando "que triste", é a vida.

- E você tem quantos anos? 

- 26.

- Sem mentir? 

- Sim, por que?

- Porque o Mike mentiu umas cem vezes a idade pra mim antes de eu descobrir a verdade.

- Se ele quiser, se passa por 19.

- É, eu sei. Como ele consegue?

- As tatuagens.

- Por que ele tatuou o corpo todo?

- Ele perdeu muita aposta, tentou esconder algumas e depois virou vício. Ele disse que ia fazer na cara. 

- Não!

- Então fala com ele, porque o pescoço tá quase sem espaço. -ela disse e pegou o celular com a mão que não segurava o cigarro- Eles já estão voltando. 

- Por quanto tempo a gente ficou aqui?

- Três horas.

(...) Um tempo depois eles chegarem, eu queria bater no Mike, pedi pra conversar com ele à sós. 

- Desculpa, mas você vai ter que falar na frente de todo mundo. -disse um dos homens.

- É, aqui a gente não tem segredos. Agora, não mais. -disse Mike- A gente pode conversar outra hora.

- Agora. -eu disse- Por que você nem veio perguntar pra mim do negócio da foto?!

- Ah, a foto. -ele colocou as mãos no bolso da calça jeans e olhou para cima- Precisa perguntar? -ele me olhou. 

- Precisa! Aquela foto foi puro acidente! -respondi.

- (SeuApelido), deixa pra lá... -disse Joel.

Todos estavam ouvindo a "dr" quietos e atentos.

- É (SeuNome) pra você. -disse Mike a Joel.

- Ele me chama do que ele quiser, quem decide sou eu e não você. -eu disse.

- Eu falei pra você não ir nessas festas.

- Vamos fazer assim, você para de fumar que eu paro de ir em balada, matinê, hp, rave, o que for!

- Não dá!

- Então também não dá pra mim! Meus amigos vão sair e eu vou ficar em casa?!

- É!

- Não, não é! E na hora que a gente tava tirando a foto, os dois colocaram a língua pra fora e só isso!

- E você tá toda nervosa e defendendo ele por que?! Tá com pena?

- Tô!

- (SeuNome), deixa... -disse Joel encostando a mão em meu braço. 

- É (SeuApelido), Joel. -disse para ele, mas continuei olhando para Mike e ele ficou bravo. 

- (SeuNome)! -disse Mike.

- Que é? Não precisava de tudo isso.

- Precisava.

- Da próxima você fala comigo primeiro, idiota!

- Não me xinga.

- Eu xingo o quanto eu quiser, porque você tem 25 anos e parece que tem 2! -levantei as mãos fechadas para bater no peito dele. Ele segurou pelos meus pulsos- Eu vou embora e ele vai comigo. Eu não quero ouvir nenhuma reclamação e se eu souber que você fez algum mal de novo a ele... -cheguei mais perto e ele lentamente foi soltando meus pulsos- você vai ver o que é bom pra bandido. Eu já disse pra você não mexer com os meus amigos.

Mike não falou mais nada, eu virei e levei Joel arrastado de lá. Fomos conversando durante o caminho, ele tossia toda hora.

- O que aconteceu? -perguntei.

- Minha garganta, eu jurava que ele ia me matar enforcado.

- Não fala isso. -respondi- Joel, você sabe que vai ter que me explicar tudo. 

- Vou?

- Vai. Você vai pra sua casa mas amanhã...

- Minha casa? Prefiro apanhar de novo do seu namorado.

- Por que?

- Eu não quero falar disso.

- Joel. -olhei pra ele.

- Eu não gosto de contar.

- Tá, vamos pra minha casa e lá a gente conversa. -eu disse.

Chegamos em casa e o deixei no meu quarto. Fui até o quarto do meu irmão e claro, quatro da manhã ele ainda estava dormindo.

- O que você quer? -Math perguntou com uma voz sonolenta.

- Roupa sua.

- Pra quê? 

- O Joel tomou um pau na rua e a roupa dele tá cheia de sangue.

- Hmm... -ele murmurou e voltou a dormir.

Peguei as roupas e voltei ao meu quarto. Mandei Joel não reclamar e ir tomar banho no meu banheiro enquanto eu me trocava. Coloquei um pijama e deitei na cama.
Quando ele saiu, sentou na minha cama.

- Não lavou o rosto, não? -perguntei.

- Não. A água começou a cair numa parte e ardeu muito, aí desisti.

Tadinho, não vou xingar ele de bixa ou algo assim. Entrei no banheiro, peguei uma toalha e molhei na água morna pra limpar o rosto dele.

- Eu não sabia que você era uma pessoa tão boa assim.

- Obrigada pelo comentário. Podia ter guardado pra você. 

- Desculpa. -ele riu de leve e logo parou fazendo uma careta de dor- Ai, ai, ai! 

- Calma!

- Vai devagar!

- Você quer fazer?

- Não, é que você não sabe o quanto tá doendo.

Meu coração acelerou e eu disse num suspiro:

- Talvez eu saiba, Joel. Talvez eu saiba.

- Por que? -ele perguntou.

- Por nada, gosto de tentar entender a dor dos outros.

Ele me olhou aproximando as sobrancelhas, olhei em seus olhos e sorri. Ele retribuiu mas não pareceu ser tão verdadeiro.

- Agora me conta do começo. -eu disse.

- Eu tô com eles desde um pouco antes de você e o Math chegarem.

- Por que?

- Porque eu não tinha nada melhor pra fazer! 

- Bela resposta, agora fala sem zoar.

- Não tô zoando, foi muito por acaso, um dia eu tava puto porque meus pais tinham brigado comigo, então eu esbarrei no Mike na escola e ele se revoltou, eu disse que não ia pedir desculpas e aí começou tudo. A gente brigou e ficou de bixisse por um bom tempo, ele me disse que só me perdoava se eu fizesse umas coisas com ele e aí deu no que deu.


- Joel, você é traficante, você é bandido e nem me c...! -não terminei a frase porque ele colocou a mão na minha boca e fez "shhh".

- Ninguém sabe disso e ninguém vai saber, certo?

- Certo. -respondi.

- Acho bom.

- Parece que você não gosta de falar disso, mas... -larguei a toalha molhada na cama pois na havia acabado de limpar seu rosto- o que tem de errado com a sua família? 

- Eu não gosto deles. Não gosto dos meus pais.

- Olha, Joel, eu já perdi o respeito pelos meus mas eu continuo os amando.

- Eu não. -ele olhou pra baixo.

- Não é justo você falar isso.

- E por que não? -ele perguntou olhando em meus olhos. 

- Eu não sei. -fiz uma pausa- Mas ter ódio dos outros, de quem te criou?!

- E seus pais te criaram?

- Não. 

- Nem os meus, eu não quero e não vou falar disso. Pra mim hoje já deu, eu tô com sono mas sei que não vou conseguir dormir.

- Por que não? 

- Pensando em que o Mike vai fazer quando me ver.

- Fala esse nome baixo aqui dentro! -eu disse- E ele não vai te fazer nada! Eu prometo. -estendi o mindinho a ele.

- Tá. -ele disse e entrelaçamos os dedos. 

- Boa noite. -eu disse levantando para apagar a luz.

- E eu vou dormir aonde?!

- Comigo? -virei para ele- O Mike não vai saber, pode ter certeza, e outra que você é um bom menino, um bom amigo.

- Bom menino?

- Eu te conhecia até agora, nem imaginava que você...enfim. Você não é violento e nem fala tanto palavrão.

- Bem que falam que você é problema na vida de todos os meninos que passam por você. -ele ergueu a sobrancelha. Ele estava com aquela carinha de bebê toda estourada, me deu até dó. 

- Não vou falar nada. -eu disse apagando a luz.


Deitei e ele deitou ao meu lado à certa distância, nos cobrimos e eu dormi rápido.

~POV Math~

No outro dia acordei animado e a primeira coisa que fui fazer foi acordar a minha irmã do jeitinho que ela gosta. Gritando e pulando em cima dela. Acendi a luz e vi Joel deitado com ela. Eles estavam com cobertores diferentes e um pouco distantes, sei que são só amigos e é o que realmente parece mas...

- Math, sai daqui... -minha irmã murmurou.

- Que porra é essa? -perguntei.

- Ciúmes à essa hora? Tchau. -ela respondeu.

- Joel, tomou um pau? -perguntei.

- Sim, apaga essa luz! -ele respondeu.

- A gente já vai descer, apaga. -ela disse.

- Não! -respondi- Tenho que ver se vocês vão se trocar sem se olharem, se vão tomar banho separados e essas coisas.

- Não enche. -disse Joel.

- Não enche? Você tá na minha casa e com a minha irmã e eu tô enchendo? De quem você apanhou?

- De ninguém. -ele respondeu.

- Vira homem, fala logo.

- Não é da sua conta, caralho. 

- Olha como fala comigo, arrombado.


- Para vocês dois! -minha irmã disse.

(...)

~Seu POV~

Joel e eu fomos pra escola juntos andando. Entramos rindo porque ele havia contado uma piada boba.

- Nossa, estão felizinhos demais. O que aconteceu? -perguntou Cody. 

- Aconteceu que você tem que cuidar da sua vida. -respondi. 

- Toma! -respondeu Joel dando risada.

- Não vou falar nada. -disse Cody. 

- Relaxa, acho que ele esqueceu que vocês não namoram mais. -disse Alli. 

Cody ficou todo mordidinho e ficaram zoando ele. Eu fiquei com dó e disse:

- É sério, parem de falar de mim e do Joel, não tem nada além de amizade.

- Vou começar a dormir com umas amigas na minha cama também. -disse Math. 

- Que?! -Cody perguntou.

- É uma longa história e não aconteceu nada. -respondi.

- Nada nada. -Joel concordou.

- E de quem você apanhou? -perguntou Josh.

- De ninguém. -respondi. 

- Não é da sua conta. -respondeu Joel.

- E por que vocês ficaram com essa cara séria de repente? -perguntou Cambo. 

- Por nada, eu vou no banheiro. -eu disse. 

- E eu vou beber água. -disse Joel e saímos.

Fui até o bebedouro e bebi um gole d'água. Quando levantei dei de cara com um menino loi...Cody. 

- Me fala a verdade. -ele disse me olhando com uma cara. Uma cara de bravo. 

- Que verdade? 

- Você é o Joel.

- Não tem nada! E outra que eu não te devo satisfação. 

- Se eu acho que você deve, você vai dar.

- Dá licença porque eu não sou obrigada a... -eu disse saindo  ele segurou no meu braço- Solta.

- Não. 

- Solta, Cody.

- Já disse que não, porra. 

- Se alguém parar pra olhar...

- Que se dane, olha a minha cara de quem tá ligando. -ele me puxou fazendo-me ficar na sua frente de novo.

- O Joel se meteu numa briga na rua.

- E ele te ligou e você foi socorrer ele? Aw, que lindo.

- Para com esse ciúmes idiota, a gente não tem mais nada.

- Termina.

- E eu tava voltando pra casa e encontrei com ele! Só! -menti. 

- Voltando de onde?

- Eu tava com o Mike.


- Que mais?

- Aí ele não queria que os pais dele vissem e ele dormiu na minha casa.

- Tinha que ser no seu quarto? 

- Tinha, eram quase quatro horas da manhã! 

Até agora ele não havia parado de me segurar. E estava apertando forte, mas não foi por isso que meus olhos começaram a marejar, era pelo olhar dele que estava pesando sobre mim.

- É bom mesmo. E vê se da próxima não me obriga a te forçar a falar, com você eu não tenho paciência e nunca vou ter. -ele me soltou com raiva e eu saí. Saí chorando e topei com Joel, ele me abraçou e perguntou o que aconteceu. 

- Nada. -respondi.

- Eu te contei o meu maior segredo. Não vai me contar por que tá chorando?

- É bobagem.

- Você tava rindo agora pouco.

- Pois é, agora você conhece uma menina.

- Então não chora, enxuga as lágrimas e respira porque o sinal já vai tocar, amiga. -ele disse fazendo uma voz fina.

- Tá bom, bf. 

- Bf? -ele começou a rir e isso me animou- Pra sempre, pode ter certeza, miga. 

O sinal tocou e...

- Como você sabia? -perguntei.

- Você sabe. -ele riu.

- E você não sabia que ia apanhar?

- Pior que não. 

- Deixa pra lá. 

Entramos na sala de aula. Bleh, aula de história, nos primeiros 5 minutos já apareceu a diretora reclamando com um papel em mãos. 

- Estamos procurando há semanas os donos de um Giugiaro Namir amarelo, uma Ferrari 2014 vermelha e um Camaro branco.

- Descobriram. -disse Cody baixinho para Josh e Math e os três levantaram a mão. 

- Vocês estão fechando o carro do professor James faz tempo. -disse a diretora.

- Claro que não! -eles responderam irônicos.

- Vocês vão ter que dar a chave porque não podem sair agora da aula para tirá-los. 

Até parece, Math não deixa ninguém encostar no carro dele, quando eu usei, peguei escondido. 

- Faltam só 15 minutos pro intervalo, já já a gente vai lá e tira.

- E pode apostar que em dois a minha paciência com você já se esgota.

- O professor tem que sair com o carro dele agora? -perguntou Josh.

- A mulher dele tá internada e grávida. Nunca se sabe quando ele vai precisar sair. -respondeu a diretora.

- É que eu não gosto que encostem no meu carro. Eu te processaria por danos morais. -disse Math. 

- Como se você soubesse o que é danos morais. -disse a diretora- E se você continuar testando a minha paciência até o sinal bater, eu te tiro o direito de ficar de recuperação no final do ano.

- E tira o direito da escola de ser subornada pra me passar também? -perguntou Math. 

- Também. -ela respondeu e ele engoliu seco.

- Tá bom. Eu te dou a chave e deixo você bater o carro num poste com uma condição. 

- Ok. -a diretora respondeu e meu irmão esticou o braço. 

- Vem aqui apertar a minha mão na frente das testemunhas pro nosso trato feito. -disse Math.

- Pensei que você tinha nojo de gente. -eu disse.

- Da diretora não. Olha, ela é tão linda. -meu irmão me respondeu apertando a mão dela e entregou a chave. Cody e Josh fizeram o mesmo.

O sinal tocou e descemos para o intervalo.

- Math, qual vai ser a condição? Aposto que é ela te passar de ano. -disse Ruby.

- É melhor que isso. -ele respondeu.

- Se eu fosse você pediria qualquer coisa. -disse Cambo- Ela sempre cumpre o que promete.

- Eu sei. -ele sorriu.


- Tá tudo bem, (SeuApelido)? -Alli perguntou. 

- Não, não tá nada bem! -respondi olhando pro Cody.

- Que que eu fiz? -ele perguntou.

- O que você fez foi nascer. -respondi- Joshua e Matthew também! 

Chamei eles para um canto.

- Por que é que vocês ainda tão dando corda pra esse homem?! -perguntei.

- Porque uma hora a corda vai pegar fogo e começar a queimar e ele vai cair. -disse Math.

- Deixa isso quieto, se alguém souber o que aconteceu eu castro vocês! -eu disse segurando as lágrimas. 

- Segura no meu pau, (SeuNome), a gente tá te defendendo e você fica aí de frescura? -perguntou Cody. 

- E você segura no respeito porque você não é ninguém pra falar assim com ela. -disse meu irmão. 

E diferente do Mike, Cody não pede desculpas.

- E outra, ouviram que a mulher dele tá grávida? Não estraguem a vida dela. -eu disse.

- E quem liga pra isso? -perguntou Josh. 

- Eu não tô falando mais com vocês. -eu disse. 

Eles sabem que quando eu falo isso, é que quero ficar sozinha. Josh e Math saíram. 

- Tchau, Cody. -eu disse.

Ele ficou ali me olhando com cara de bravo.

- O caralho, eu fico onde eu quiser. 

- Não tenho tempo pra suas criancisses. -eu disse- E não fala palavrão pra mim porque você sabe que eu odeio isso.

- Legal, continuo fazendo o que eu quiser.

- Qual é o seu problema? 

- Ele é inteiramente você. 

- Então eu tô no caminho certo, seu problema ainda vai crescer. 

- Eu tô acompanhando isso. Faz tempo que ele não leva uns tapas pra entrar na linha.

- Por falar em linha, você tá perdendo ela. -foi o que consegui dizer. O que ele me disse fez meu coração palpitar, mas eu sei que ele não faria nada aqui na frente de todo mundo, eu acho.

(...)

Depois da aula, fui pra casa sozinha, porque todos foram pra casa da Alli e do Cody e eu não queria ficar perto dele. Cheguei em casa e joguei minha mochila no chão, ela apareceria no meu quarto depois mesmo. Uma das empregadas vieram me perguntar se eu não iria almoçar ou comer alguma coisa.

- Não tô com fome. -respondi.

- Mas a sua mãe disse...

- Eu não tô nem aí pra o que ela diz. Quando ela chegar, você fala que eu comi e pronto.


- Mas ela vai saber que você não...

- Eu falo com ela depois. -eu disse e subi.

Tomei banho e me vesti:

Deitei na cama e fiquei com os fones de ouvido pensando na vida. 
Não tava com vontade de fazer lição nenhuma, fiquei olhando pro teto até meus olhos pesarem e eu dormir.

(...)

Acordei com alguém martelando a minha porta.

- ENTRA! Antes que quebre, né... -eu disse e a porta se abriu- Cody?

- Eu tenho uma coisa muito importante pra te falar.

- Sai daqui. -eu disse tirando os fones e levantei cruzando os braços. 

- Eu sei que hoje eu disse que queria te bater, bom, é a minha vontade todos os dias, mas eu não vim aqui pra isso.

- Eu sei. -sorri irônica- Você veio pra me encher o saco, porque como diz você, ex namorado só serve pra isso!

- Eu não tô brincando. -ele disse sério. 

- Nem eu. -ironizei- Agora conta logo porque eu tava dormindo e você teve a coragem de me acordar pra ver essa sua cara feia.

- Se você debochar de novo comigo...

- Você tá na minha casa, cala a boca e conta logo!

- Agora ficou curiosa?

- Não, Simpson, eu só quero que você fale, porque assim você sai mais rápido do meu campo de visão. 

- Você não tá acreditando que é sério, né?

- Não. Vindo de você, não. 

- Então ouve só: o que eu tenho pra te falar é que...

Continua? E aí, meninas, como vocês estão? Preciso perguntar uma coisa porque não tá tendo mais comentários como antes. Vocês preferem que eu continue escrevendo a história em um site de fanfic? O Spirit, sei lá, vocês escolhem. Me respondam, por favor! Ah, e os próximos capítulos já estão escritos, eu mudei um pouco o jeito de escrever e eles estão bem mais legais. É isso, beijos <3



Sunday, 26 October 2014 @ postado Sunday, October 26, 2014